Opinião > A escrita entre algoritmos e fantasmas Voltar
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Chocada com a moral elástica do jornalista. Enquanto profissional das belas letras, acho o máximo quem consegue expor o seu pensamento na escrita, habilidade realmente difÃcil, mas prazerosa e um exercÃcio mental incrÃvel. Elaborar um raciocÃnio, um pensamento para expor em forma de opinião, para mim, é o que nos humaniza. Entregar isso a uma ferramenta fria é um caminho perigoso, quiçá, sem volta. Essa 4° revolução industrial fará estragos eminentes. Trágico!
Aqui se trata de Paulo Markun e não de uma tal Natalia. Até que demorou para este assunto gerar debate. Que o debate não se finde li um artigo de Paulo Ghiraldeli sobre este tema.
O autor devia ler os textos da Natalia Beauty antes de escrever isso.
O problema ético é grave: falta transparência no uso de IA. "Estruturar a ideia" por meio de um algoritmo que se serve de modelos (tomados à revelia de seus reais autores) para produzir os resultados que produz não é como usar um revisor ortográfico, que se serve apenas de padrões da norma linguÃstica. Se usa IA, o autor deveria comunicar aos leitores. É isso que sugerem as boas práticas editoriais nos casos de traduções, certo? Afinal, escrita, assim como tradução, ainda é trabalho.
Resumo. Paulo Markun: o escritor que não escreve. Essa categoria é a nova atração das colunas da Folha. Lamentável.
Exatamente
Quem escreve depende da memória e da forma como monta o texto. Nisso a IA ajuda, pois reúne rapidamente vários aspectos da questão em análise, mas o pensamento condutor tem de ser do autor.
IA é pra pesquisar, só. No máximo escrever um documento com valor prático apenas. Se você é pago para escrever e a IA escreve melhor que você, está na hora de mudar de profissão.
Exatamente isso!
Os jornalistas estão treinando hoje o monstro que tomará seus empregos amanhã. E tudo por preguiça de escrever, dizendo que é "método".
Inacreditável distorção de um discurso que serve para justificar um ponto que não é o centro do problema. Essa forma é usada por polÃticos mas estranha muito quando usada por um jornalista. Qualquer pessoa que saiba ler e interpretar um texto chega facilmente, sem uso de IA, à conclusão de que tanto na justificativa dela como na tentativa de justificativa/socorro dele o que abunda é a retórica de que o leitor é contra IA porque é ultrapassado ou porque não sabe do que está falando. TRISTE
Usar a IA para lapidar o texto, ou sugerir desdobramentos da ideia central do usuário, que enriquem o pensamento dele, é bem-vindo, mas, a escrita, do inÃcio ao fim, redigida pela IA, não me parece uma boa ideia.
O que o colunista deixou de falar é que, na maioria dos casos citados, a pessoa que assinou o texto não era paga para dar a sua opinião, nem ninguém estava assinando um jornal para isso - como é o caso da Natália Beauty, que ainda "escreve" (ou dita, como ela mesma explicou o processo) um texto se vangloriando por usar IA e, nas entrelinhas, dizer que esse trabalho não merece o tempo dela.
O futuro é triste
O aprendizado de máquinas promove a singularidade, um verdadeiro upload do perfil do usuário, que então é dispensado. Nesse caso, a própria reação do autor é prevista pela IA. Continue alimentando seu algoz.
O texto é tão lotado de má vontade intelectual, daà que a melhor defesa acaba sendo afirmar que ele foi escrito com I.A. 1.A coisa que mais salta aos olhos é a pérola sobre "o caminho", fala-se de ter caminhado um percurso inexistente. Se a autoria não é humana o autor não percorreu caminho ditou o percurso (e eu estou sendo benevolente na interpretação). Teria mais para acrescentar, mas teria que gerar outros comentários e tiraria tudo de contexto.
Os leitores contrários ao uso de IA em artigos de opinião deveriam manifestar-se exclusivamente por meio de cartas manuscritas. Afinal, se a tecnologia é vista como uma ameaça à autenticidade, nada mais coerente do que recorrer a métodos puramente analógicos. Que a tinta e o papel sejam os únicos mediadores permitidos entre o pensamento e o leitor - sem corretores automáticos, sem algoritmos, apenas o punho e a superfÃcie.
Que comparação mais tola. Então quer dizer que o método de escrever (manuscrito, datilografado ou digitado) é a mesma coisa que uma IA escrevendo o texto? Santo Deus! Tem coisas que dá vergonha até de explicar.
O que incomoda não são as IA (s), mas a BN (Burrice Natural) de quem é contra. Pedi a minha IA para comentar sua matéria: O artigo acerta ao lembrar que a escrita sempre foi mediada por ferramentas e colaboradores, e que a responsabilidade é de quem assina. Porém, tratar a IA como simples assistente reduz a questão: não é só mudança de suporte, mas de mediação. Ela não tem biografia, mas influencia a forma do discurso, e forma é pensamento. O debate é menos moral e mais epistemológico.
"Natalia admitiu o óbvio: usa inteligência artificial para estruturar o que pensa." No caso da Natalia, pela qualidade dos textos publicados na folha, não tinha muito a estruturar.
E as famosas frases do Churchill? Também são de algum inglês (ou irlandês?) obscuro enquanto o velho ficava se encharcando de conhaque?
Paulo, o que vocês não entendem é que há um choque geracional. Pessoas como você e eu aprendemos a escrever. Foi e é parte de nosso ofÃcio. Temos essa história. O problema é quem não aprendeu a escrever ter à disposição uma ferramente que escreve por si, do inÃcio ao fim. Sua opinião não é capaz de contrariar estudos que apontam o poder da escrita manual e sem o uso de IA na capacidade cognitiva.
Meu caro, a coordenação motora decorrente decorrente da minha paralisia cerebral me fez aprender a escrever primeiro no computador, e depois em letra bastão. Até hoje não escrevo em letra cursiva. Tenho 30 anos. Esse argumento universal do choque geracional que explica todos os conflitos não cola, não.
Vergonhoso.
A imprensa tão fundamental que nos anos 60 e 70 junto com os artistas usaram toda criatividade e poder de influência e trabalharam a favor do povo brasileiro , infelizmente hoje , ambos ; MÃdia e artistas , estão com o governo , e pior no pior da história do Brasil, e isso nunca deve acontecer , isso sim é “ mundo em transe “ drogado , dependente .
Quer dizer que o colunista, além de implodir a rádio Cultura FM, cancelando 14 programas excepcionais e provocando desemprego em massa, também fez um estrago na vida polÃtica paulista, ao ajudar na carreira de um ladrão carcamano como Orestes Quércia, que carcava a mão no cofre de SP e morreu com 4 bilhões de patrimônio pessoal (dinheiro nosso!)
Ótimo comentário!
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