-
Ivan Linares -- Recife - PE
O cara fala de continuar com a _venda_ de salgadinho e suco de caixinha _nas escolas_ usando como argumento a criança cuja mãe não tem tempo de fazer comida e por isso _leva de casa_ salgadinho e suco de caixinha. Comprar no mercado é uma coisa, caro articulista, e comprar na escola é outra. Circunstâncias diferentes, compradores diferentes, seduções diferentes. --Além do mais, se a mãe der dinheiro pra comprar na escola, por que não fazer ele gastar essa grana com lanches saudáveis?
-
Ivan Linares -- Recife - PE
Por sinal, já que este artigo veio em primeiro lugar no jornal impresso, presumo que esta também seja a posição oficial dos donos da Folha.
-
-
RICARDO ARANHA
Não dá pra falar em incentivo a educação alimentar enquanto a indústria de ultraprocessados investe em formas de viciar seus usuários. Essa argumentação da coluna é no mínimo desonesta.
-
Guilherme Grané Diniz
Achei excelente essa coluna de humor. Ri muito!
-
Markus Nascimento
Os pontos levantados são válidos e deveriam ser desenvolvido. Mesmo assim a proibição deveria ocorrer porque a crianças não ganha nada comendo porcaria.
-
Paulo Silva Barbosa
Ultraprocessados causam inúmeras doenças crônicas e deveriam ser proibidos em cantinas escolares, onde a educação alimentar saudável deveria ser uma matéria obrigatória. Nos EUA o número de jovens obesos, devido à alimentação errada, impressiona e o número de reprovados para servir as forças armadas é altíssima, graças aos produtos ultraprocessados.
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Opa! Se está afetando as forças armadas da grande irmã do norte, viva os ultraprocessados! Vou começar uma campanha: Mais Mcdonald! Mais Bobbis! Mais burguerking!
-
-
Ney Fernando
Então, cigarros e cerveja também não deveriam ser proibidos nas cantinas.
-
Marcos Benassi
Ney, meu caro falá pocê, uns anos atrás eu voltei à Unicamp fazer um doutorado e fiquei besta: não vendia mais cerveja em cantina alguma. Como assim? Lugar de gente adulta, que poderia ter uma convivência adorável em torno de uma brejinha, com prosa, seria ímpar.
-
-
Paloma Fonseca
Em certo sentido, o estilo alimentar de indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária serve de modelo para nós, urbanóides: alimentos in natura ou minimamente processados. Eu ficaria triste se soubesse que alimentos ultraprocessados estão circulando livremente nesses territórios. Agricultura familiar e comunitária é a base da cultura alimentar dessas populações.
-
Paloma Fonseca
Visitei no ano passado as quatro escolas públicas em que estudei na década de oitenta. As três de ensino fundamental continuam com suas cozinhas ativas para a prepapração da merenda escolar; na escola de ensino médio, esses produtos, hoje conhecidos como ultraprocessados, eram opções disponíveis na cantina, que já não existe mais. Onde moro, há vedação da venda de ultraprocessados em escolas há mais de dez anos, felizmente.
-
Fatima Marinho
A estratégia é reduzir a oferta de ultraprocessados. Não é somente educação alimentar, mas dar condições de exercer a escolha. Reduzir o uso De ultraprocessados entre crianças eh prevenir câncer entre elas. Para reduzir a incidência de alguns tipos de câncer no futuro, , as crianças de hoje devem comer menos ultraprocessados. O SUS não terá como pagar o tratamento do câncer no ritmo que vem aumentando entre jovens. Ultraprocessados fora das Escolas .
-
Rodrigo Veloso
Na boa, é só entrar no site da entidade, clicar em "quem somos" e ver quem apoia a iniciativa desta entidade. Spoiler: surpresa alguma.
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Não acredito na lenda urbana do merccado livre. Dito isso entendo que existe também uma patrulha iideológica acerca do que se come. Já sofri assédio numa cantina escolar. Um cidadão de bem muito preocupado com a alimentação do ceguinho queria me obrigar a tomar mate. Disse aos berros quando ele insistiu que eu não queria.
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Entendo o teu ponto compadre. Eu, por exemplo, depois de trinta anos com minha companheira, aprendi a tomar café sem açúcar e se for feito na hora gostar. O que me bato é contra este discurso que é tão irritante quanto a propaganda do danoninho que vale por um bifinho. Aliás os veganos não deixam mais o bifinho. Outro dia um senhor na rua, que se declarou vegano, perguntou se eu levava animais prá casa. Até Nena, que é quase vegana, disse que eu só costumo trazer ácaros e vírus.
-
Marcos Benassi
Hahahahah, Jesus da Goiabeira, compadre, é cada uma que você conta "do ceguinho", sendo abordado, pretensamente ajudado, acudido nas suas impossibilidades, que é de KHagar de rir. Zeus do Olimpo! Mas, olha, Vanderlei, há um bom motivo que não foi abordado para que se ofereça somente a comida feita na própria escola, com ingredientes in Natura ou pouco processados: a criação de um paladar. Conheço *várias* crianças que não tem nenhum paladar para comida de verdade, só para Cheetos. É triste paca.
-
-
Renata Bernardes Proença
A justificativa da não proibição apresentada no artigo acima causa mal estar e carece de bom senso e boas intenções em relação a saúde das crianças e jovens que são confrontados com uma propaganda pesada e a sedução dos alimentos ultraprocessados. Os argumentos não se sustentam, talvez o autor do artigo faça parte do lobby dos ultraprocessados. A promoção dos alimentos saudáveis passa sim pela proibição dos ultraprocessados do ambiente escolar.
-
Rodrigo Veloso
Veja: não há justificação alguma no argumento da entidade. Resumidamente, ela apenas ressalta que não cabe ao Estado interferir na qualidade nutricional de crianças. Além de pobre, é um discurso nefasto.
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Querida Renata: tentei te responder, mas caí na censura. Diria que há décadas proibimos drogas sem resultados efetivos.
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Querida Renata: há décadas estamos proibindo maconha, cocaína, crac, eroína. O que conseguimos com isso? Claro que, por enquanto é nas escolas, mas já estou vendo quadrilhas especializadas em vender coxinhas e pasteis e olha, que serei um dos viciados. Depois irei aos algadólicos anônimos para pedir mais vinte e quatro horas de sobriedade, (contém ironia).
-
-
Marcos Benassi
Uai, a Tia Auntie, Deirdre McCloskey, veio defender a Liberdade Liberal Liberalóide fora do dia de sua coluna? Retomou o gênero anterior e até escreveu de modo menos poético do que seu convencional. Um espanto!
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Compadre: desta vez estou com os liberaloides. Sofro esta patrulha ideológica por não comer as coisas certas. Como cego sempre alguém tem certeza do que eu devo ou não comer. E olho que não bebo, não fumo, não cheiro e diferente do Tin Maia, não estou mentindo. Aliás sou favorável à liberação de todas as drogas inclusive as pesadas.
-
-
Mario Ramiro
"Conceitos maniqueistas que dividem os alimentos entre bons e ruins"!! A pessoa se arrasta nessa lama por uns trocados dos pobres?
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Que existe um maniqueísmo alimentar é fato. Olha a patrulha vegana sempre fundamentalista. Logo eu filho de obreiros da carne, que se conheceram num abatedouro. Papai marretando bois e mamãe limpando peças de carne. Estão juntos há cinquenta e sete anos.
-
-
Joao Almeida
Argumentos cheios de falácias: alimentos ultraprocessados são prejudiciais à saúde mas não se podem tirar o livre arbítrio dos cidadãos, inclusive das crianças - crack entraria também nisto? E a propaganda enganosa e aliciante: ajuda quem, enfana quem nesta questão (o danoninho vale um bifezinho...)
-
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Bem: hoje os veganos não aceitam nem um bifizinho. Quanto à propaganda pode-se fazer o que se fez com o cigarro. E sou pela liberação do crac sim.
-
* Apenas para assinantes
comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.