Folha 105 anos > Suzana Herculano-Houzel disse que há beleza no autismo Voltar
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O texto todo é muito coerente, belo e rico em verdades bem conhecidas pelos autistas, como no trecho seguinte: O botão de intensidade permanentemente pra lá do máximo em alguns canais torna as pequenas coisas do mundo ou sensacionalmente cativantes ou absolutamente desprezÃveis, mas nunca apenas medÃocres. Sim, o preço é o risco sempre presente de overload, que dispara ansiedade paralisante
Destaco o que disse a autora e que muitos parecem não ter percebido (tdah? brincadeira): O foco do que se fala sobre autismo está, compreensivelmente, nessas deficiências, mas hoje quero falar do lado bom.
O Transtorno do Espectro Autista (Tea) é classificado de acordo com a necessidade de suporte/cuidado da pessoa: suporte 1, 2 e 3. No suporte 1, a pessoa tem limitações, mas o que falta em uma habilidade (como a sociabilidade) é usado em outra habilidade, como por exemplo o ouvido absoluto, ou outras formas de muita sensibilidade. É desse aspecto do autismo que fala a autora do artigo. E ele é muito comum. Envolve dificuldades, não tanto como nos nÃveis 2 e 3, mas tem sim suas vantagens e beleza.
Conheço autismo em duas esferas: familiar e profissional (na sala de aula). Dia após dia. E, assim como outros leitores o disseram, posso afirmar que não tem absolutamente nada de belo.
No filho dos outros é realmente muito lindo
Autismo não é doença e tem beleza, sim, porque a percepção amplificada permite sentir e ver coisas que os neurotipicos não percebem, qualidade que em si é bela. Agora, muitos comentários abaixo são bem feios e doentios. Eu não sabia que esse assunto atraÃa tanto ódio. Solidarizo-me e assino embaixo com a autora da bela matéria sobre o lado belo do autismo.
Médico cuida de doentes. Biólogo estuda bases biológicas de doenças. Por que biólogo quer ensinar tratar de doentes?
Estou em dúvida. Esta senhora é médica? Ou bióloga? Ou é tudo a mesma coisa? Biólogo trata doentes? Ou só médicos têm este privilégio? Pesquisador entende de doente? Ou é tudo a mesma coisa? Q confusão!
Amigo, estás muito fora do foco da coluna, me desculpe. Que relevância tem, para a finalidade de poder falar do autismo em um jornal se a neurocientista é médica, bióloga, psicóloga…? Se ela tivesse falado de TDAH, poderia ter mais sentido pra vc.
Não tem nenhuma vantagem no autismo, que pensa assim é porque assiste muito filme e não conhece a patologia de perto
Esse jornal dá um show de ignorância quando tenta falar de autismo - sem contar a defesa apaixonada de muçulmanos e evangélicos. Citar que Maomé comprou Aisha com 6 anos é um crime, o comentário é derrubado. Citar o Corão, derrubado. Citar a BÃblia, derrubado. Citar ipsis litteris Lutero, derrubado. Sendo que a religião é a causa fundamental do universo manicomial, vide Foucault. Esse jornal não serve mais ao leitor racional, que cita referências. O rap da Folha é pseudociência e antissemitismo.
Inclusive, isso revela exatamente o que é lidar todos os dias com neurotÃpicos. Não aceitam dados. São completamente irracionais. Se votam no Lula, rolam epiléticos no chão babando até a morte, negando o que Lula acabou de falar numa entrevista. Se votam em Bolsonaro, a mesma coisa. Se acreditam em cobra falante, a mesma coisa. Se acreditam em blocos de alvenaria descendo do céu, a mesma coisa. Isso torna extremamente exaustivo lidar. Se portam realmente como chimpanzés, vide Sapolsky e de Waal.
Se uma pessoa viveu por mais de 40 anos com autismo como popstar, e está achando divertido saber que é autista agora, essa coluna não é sobre autismo, e sim sobre privilégio econômico, recorte racial, topográfico e de classe. Essa não é nem de longe a experiência de 99% das pessoas com autismo. Onde não existe prejuÃzo desde a primeira infância, aliás, o que há mesmo é indicativo de diagnóstico incorreto. É como dizer que Bill Gates representa os autistas: é na real outra forma de capacitismo.
Meu caro, sua crÃtica é importante. Pensando nas realidade brasileira, a intersecção da neurodivergência com outras desigualdades pode ser particularmente cruel.
Faltou especificar que o grau da cientista no Transtorno de Espectro Autismo é baixo, grau 1, e o seu caso deve ser o Asperger que são considerados os autistas de alta performance. Os autistas grau 3 que são de nÃvel mais complexo e com mais comprometimentos sofrem e fazem os pais sofrerem muito mais com esse diagnóstico.
Se contar que os N3 precisam ser nascidos em famÃlia rica e ter o absoluto apoio dos familiares. Os N3 que nascem em classes de batalhadores, no mÃnimo, 80% da população, sofrem, desestabilizam a rotina da famÃlia, em que os pais trabalham dupla jornada 12 horas de trabalho + 2 horas de ônibus/metro, e drena recursos, e todos sofrem. Para piorar, a medicina e a psicologia da decoreba, da pastelaria, não sabe lidar com essas pessoas.
Não existe autismo baixo e não existe autismo de alta performance. Seu comentário revela o egoÃsmo básico da pessoa neurotÃpica. Os pais, que escolheram ter filhos, é que não podem sofrer: o autista, se conseguir mascarar sua condição e parecer comum, que se ferre com o cérebro fritando, sendo estuprado a vida inteira sem perceber, passando bullying, apanhando de marido e esposa e se suicidando no final. Se o óleo de maconha ajudar o neurotÃpico a ver tiktok sem o autista encher o saco, show.
Madonna.. que falta de assunto. Sei que discutir autismo é importante mas não tem nada de beleza no problema.
Nenhuma beleza
Para além da sensibilidade de ver o mundo com outros olhos, a especialização de conhecimento gerada pelo hiperfoco é certamente uma qualidade forte. Porém, quando a sociedade diz que sua singularidade de percepção é estranha, a tendência é se autoamestrar para a mediocridade alheia. A verdadeira doença é a ignorância das pessoas. E o saber é uma dávida do deuses que eu acredito.
Amo como você é gentil com as palavras, enquanto eles tem zero preocupação com o que fazem contra os outros, já que são essencialmente mentirosos e corruptos. Mas o burnout sempre vem, de novo e de novo. É ilusório para o autista achar que pode ter o luxo de ser educado e compreensivo com eles. Eles se interessam por vencer trapaceando: são infantilizados e atores. A esposa trai, matam os filhos. Sem lógica, sem ética, sem coerência. Binaristas, rasos, superficiais, emocionais. Sim: medÃocres.
Hipótese de trabalho, e outros elementos do método cientÃfico, é justamente o que a psicanálise, defendida pelo Pondé, não tem. Este filósofo usa o espaço da Folha para difundir a "teoria" da mãe geladeira.
O espectro é de fato vasto. Literalidade no entendimento nunca foi um problema para mim, ao contrário de todas as exigências da socialização. Achei até curioso quando a autora falou de "nossos amigos".
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