Marcelo Leite > Medicina já debate se ciúme pode ser doença de verdade Voltar
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O ciúme pode ser um sintoma de uma doença. Mas não basta um “transtorno de ciúme doentio” para caracterizá-la. Seria como diagnosticar coriza como “sÃndrome do nariz escorrendo”. Não aumenta um milÃmetro nosso conhecimento.
A indústria farmacêutica agradece. Passarão a medicalizar o ciúme, como já medicalizam a insônia, a perda, a angústia, a ansiedade, a depressão, o luto, o sofrimento, o excesso de peso. Pela suas leis, a gente é obrigado a ser feliz. Sem atentar para os efeitos colaterais.
Tem-se por consensual que a violência do homem sobre a a mulher assenta-se nele se perceber como superior a ela ou de alimentar um sentimento de propriedade sobre ela. O sentimento de propriedade e o de superioridade são expressões sobrepostas da dominação masculina. Perde-se de vista o fundamental papel de um outro homem no forjar da mentalidade masculina e se subestima o fato de que as mulheres, mesmo quando preponderantes sobre seus homens, não demonstram propensão ao "masculinicÃdio".
A mentalidade masculina forja-se no acolhimento do colo materno e sob oposição a um outro homem, o pai, esteja ele morto (perda), distante fisicamente (separação), distante emocionalmente (ausência paterna), presente e suficientemente bom ou presente e insuficiente. Esta última condição está brilhantemente ilustrada no conto "A terceira margem do rio" de Guimarães Rosa. Matamos nossa mulher para que ela não seja de outro homem.
Comecei a leitura convicto que sim, o ciúmes "doentio" é uma doença - tautologia. Mas a leitura me fez mudar de ideia. Parabéns aos autores que conseguem fazer isso, e às pessoas que são capazes disso.
Enquanto a medicina discute tais coisas, eu passei 8 meses com diarreia, me consultei com doutores da Universidade, fiz 63 exames ao todo, e nenhuma resposta. Encontrei a solução pesquisando sozinho na Internet e me curei. Sem ajuda dos doutores.
Este é o paÃs das doenças.... tudo se justifica cirando doença! E dá-lhe benefÃcio do governo! Que barbaridade. Nenhum brasileiro é normal! Tô louca?
Correção:...virando doença....
Doença é o escambau!
O leite azedou. Jornalista opinando com convicção e ironia sobre pesquisas psiquiátricas sem nenhum pingo de humildade em dizer que não tem qualquer tipo de formação na área. Vai entrar para o time do Pondé, o defensor da mãe geladeira.
Por que a surpresa? Vivemos num paÃs onde um milico semiletrado e um torneiro mecânico sem qualquer formação, ambos fanfarrões, chegaram à presidência da República. No tocante à medicina, com a proliferação de cursos de baixÃssima qualidade nos anos do petismo, o que mais há é médicos fajutos. Da mesma forma, as redes sociais produzem "especialistas" em todos os assuntos.
na maioria das vezes as pessoas confundem ciúmes com desconfiança! Ciúmes é um sentimento, desconfiança é uma suspeita. De qualquer maneira nenhuma nem outra justificam agressão.
Nada justifica a violência.
Penso no ciúme como alguma forma de controle sobre o outro. Mesmo em suas manifestações mais brandas pode trazer prejuÃzos à s relações entre cônjuges, familiares e amigos. No extremo, leva à s tragédias.
O ciúme que mata é simplesmente o cristianismo no inconsciente da pessoa. O emaranhamento instilado através do estupro da doutrinação desde criança na mente do indivÃduo: não saber separar as próprias emoções das dos outros. Infelizmente, nós autistas precisamos repetir as coisas durante 20 anos para cair a ficha pra vocês neurotÃpicos. Depois invariavelmente vem nos pedir desculpas e dizer que tÃnhamos razão. Décadas depois. Décadas. O cristianismo é a raiz disso. A colonização é a raiz disso.
Eu estava levando o artigo a sério, até que em um assunto de interesse público,do nada o autor cita Bolsonaro sem motivo algum. Vocês realmente tem que politizar tudo? Havia deixado de ser assinante em 2022 , por esse motivo,e agora 4 anos depois, a folha e seus colunistas não mudou nada. Parabéns pelo artigo, pena que perdi a vontade de ler sem nem chegar na metade
Uma outra perspectiva seria que o ciúme "doentio" seria um agravante, sabendo que o suspeito é propenso a violência, um descontrolado e um criminoso em potencial. Afinal, é possÃvel atenuar os crimes de um assassino em série pois a ele pode ser atribuÃdo o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Antissocial?
É difÃcil a confirmação desse diagnóstico.
Ciúmes não é doença. É uma crença totalmente equivocada de que o outro inexoravelmente lhe pertence e deve ficar permanentemente à sua disposição, agindo somente de acordo com comportamentos e atos previamente aprovados e conforme seu bel prazer. Não é um desvio de saúde. É um desvio de caráter. É um impedimento ativo de permitir que o outro seja independente.
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