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paulo eduardo leal de gregorio
Análise brilhante. Cantor norte-americano, defendendo a dignidade de latino-americanos que querem ser respeitados como cidadãos norte-americanos e não como grupo de segunda classe (direito legítimo). Pauta norte-america num show que queria mostrar o valor da cultura latino-americana aos norte-americanos. No Grammy foi cristalino: somos americanos. Não há nada de errado nisso. Mas vê-lo como herói moderno da "latinidad" não tem lógica. Você enxergou o óbvio, coisa rara hoje em dia. Texto ótimo!
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Leonilda Pereira Simoes
Bem exagerado dizer que "nos importa muito que o Tio Sam queira conhecer a nossa batucada.". O Brasil tem muito mais que "batucada", pareceu pejorativo, será que foi isso? Reduzir a batucada um país que produz, exporta, que cresce e que não abaixou a cabeça para o laranjão é bem exagerado na discriminação. Para quê, menos, não faz sentido. O pr de lá detestou tudo, então foi muito bom, o cantor se destacou, mereceu prêmio, fez libelo contra o candidato a imperador. A América é maior que os EUA.
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Luis Henrique Fellin
Leonilda, a expressão é uma referência à música "Brasil Pandeiro", dos Novos Baianos. Entendo que foi usada como uma metáfora para a parte do país que ainda vê os EUA como modelo e ideal cultural.
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flávio paes
Os números estão aí para quem quiser ver, música,filme até lugar para viajar sendo americano perdeu relevância para o de outra origem. O super Bowl foi um veículo para mostrar esta decadência.Isto já acontecia e o padrão Maga terminou de acelerar
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Jaime Souza
Exatamente. Em setembro, estava em uma empresa de tecnologia da Letônia (que abriu filial em Pinheiros, na Fradique Coutinho) e, em dado momento, olhei pra um treinador peruano e disse: "você está rindo da homofobia que os brasileiros dirigem a você, mas não vê que eles só fazem isso por te desprezarem por ser latino. Quando os europeus entram na sala, os brasileiros agem como pessoas, e não como bichos, e tem máximo decoro". A empresa é a Playtech, por trás da Betano, da bet365 e da Superbet.
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Jaime Souza
E é isso. O brasileiro ignorante sempre tratou os vizinhos hispanohablantes como lixo. O viralatismo em torno de Oscar, Grammy e Superbowl só mostra a mente colonizada e a pobreza intelectual. Nenhum sabe quem é Pixinguinha, vê nada de cinema brasileiro senão o chorume discriminatório da GloboFilmes ou conhece um autor brasileiro. Foi legalzinho o show do BadBunny, só acho chatérrimo pagar de pobre em cabaninha em meio de matagal sendo milionário. É uma vibe meio Lula, nordestino de fachada.
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