Vera Iaconelli > O ódio à mulher e a à mãe Voltar
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Muitos homens enxergam mulheres como propriedade e a traição como uma afronta à virilidade e à honra. O prazer feminino também é tabu. Juntando tudo isso, vemos esses discursos bizarros que justificam o assassinato de duas crianças inocentes. Traição não deveria justificar violências horrÃveis em pleno 2026, mas cá estamos...
Comentários desviando da conclusão da coluna. O papel do discurso da extrema direita na violência contra a mulher. Me recuso a igualar conservadorismo e extrema direita. Só serve pra disfarçar o autoritarismo da mesma. O conservadorismo quer conservar pontos, a extrema direita quer destruir. Assassinato é um problema sério, e por falta de punição. 60% dos assassinatos são cometidos por gente armada por motivos fúteis, não por bandidos, estatÃstica. O feminicidio passou do ponto, está demais.
Talvez você nem saiba Vera , mas dados do próprio IBGE informam que são assassinados de forma violenta todos os dias no Brasil 125 pessoas,desses assassinados 121 são do sexo masculino. Todas as vidas importam. Será que dividir e expelir ódio aos homens importa mais que a vida? Precisamos nos unir ,mulheres e homens em torno de qualidade efucacional. Só boa educação nos redime!
Não entendi seu argumento, Vera. Quer dizer que, como homens comerem mais assassinatos, os homens assassinados são menores relevantes que as mulheres assassinadas? Será que já está repensando a permissão que você deu pra que meninos sejam meninos? Ou está reconsiderando a afirmação que nem tudo do masculino é ruim, em oposição ao que é feminino?
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e apontam que 90% a 95% dos autores de homicÃdios são homens. Homens matam mulheres e homens.
Concordo. A Viva humana é uma nonada. No Brasil morrem mais gente do que paÃses em guerra, como na Ãsia Média ou na Ucrânia . Tudo sob o silêncio dos oportunistas polÃticos.A Constituição Nacional protege mais a Liberdade do assassino do que a vida humana. Só que é mais raro a mulher matar o homem, ex- marido, namorado ou amante.Já o homem, frustrado, quando leva um não se acha no direito de ceifar a vida a mulher.
Agora entornou de Vez, um homem não suporta a dor da humilhação, faz um ato extremo, matando os filhos, agora chega um comboio de justiceiros digitais , querendo matar novamente o morto. A culpa principal é da mãe, que demonstrou total insensibilidade e falta de amor aos filhos . Agora quer ser santificada.
Neli, como és chata
Nele, vê-se que você é simplesmente desumana, acho que é um robot de bozo
Ele foi tão covarde que se matou. Covarde! A mãe das crianças errou sim: ao ter se casado com esse covardão. Matou inocentes e não honrou as calças para responder pelos assassinatos e também tentou assassinar moralmente a mulher. Ela errou: em ter relacionado com esse cara.
Mais do mesmo. Identitarismo radical e primário contra o "domÃnio" patriarcal fascista. Primeiro, para cada homem safa que trai, há uma mulher safa que trai em conjunto. Logo, o problema não é de gênero, mas de caráter. E aÃ, há tantos homens e mulheres com caráter e sem. O identitarismo femi-nazi é tão absurdo quanto o machismo primitivo de quem acha normal bater em mulher.
Mas no mundo de hoje nao tem o menor valor. A MAE FEZ ERRADO, SIM. PIOR QUE ela ele fez com os filhos, sim. Agora a sociedade fazer isso com essa mulher no velório dos filhos com toda esta situação é ainda pior. Até quando vamos nessa crescente de atos maldosos, disputando quem faz pior? Isso me lembra a história do diabo que solta o cavalo, ele come plantação do vizinho que mata o cavalo.o dono do cavalo mata o fazendeiro e assim vai .E o diabo fala: Eu só soltei o cavalo.
Assim talvez cobrando responsabilidade do traidor e do Ricardao que muitas vezes também é casado e de qualquer forma a multa é para os dois a gente talvez acabe com a oferta e a procura. Hoje aqui esta muito fácil causar dano e sair praticamente ileso. Divide- se tudo normalmente e a pessoa traÃda sai com o dano psicológico e outros, muitas vezes perde a casa que estava construindo em conjunto, perde a convivência dos filhos e só. Caráter e honestidade é para quem tem, mas.....
Destaco, no entanto, que a reação do pai, eliminando os filhos para atingir a mãe é de uma perversidade sem igual! O desejo de vingança se sobrepôs ao amor que ele tinha pelos filhos!
Ninguém aqui passou por um curso quando foi casar. A igreja católica fala, mas dentro das suas teorias e pronto acredita-se que esta tudo bem. Ninguém foi obrigado a casar , mas depois que casou deve ter algumas obrigações e uma delas é o compromisso com a fidelidade. ASSIM se o estado começar com uma lei pune infidelidade com altas multas e ressarcimento da pessoa afetada o brasileiro vai começar a pensar no que ele esta fazendo ou quando ver que nao tem jeito, chega e fala vamos separar.
Concordo plenamente com o que é apontado neste artigo, a complexidade da condição da mulher e tudo o que lhe tem sido negado numa sociedade secularmente machista! Tudo isto pode terminar em tragédia e o caso citado é um exemplo! Custa, no entanto, tanto da parte do homem, quanto da mulher, chegar e dizer para o parceiro(a) , "não dá mais, acabou, estou indo embora?" Justifica-se a mulher copiar modelo masculino da infidelidade? Precisa?
Nisso vamos demorar anos para limpar os pensamentos da sociedade. Primeiro normatizamos a traição masculina( ta errado) agora estamos normatizando a feminina (ta errado). Isso nos mostra o impacto que ninguém pode prever da dor da traição. Não há nenhuma justificativa para ambos erros. Nem trair e muito menos um pai retirar a sua vida e a dos filhos. Como mudar isso????
A violência fÃsica está intimamente ligada à masculinidade. Nas guerras, nas lutas, nas brigas de trânsito, nos homicÃdios, é quase sempre um homem que comete violência. Um homem adulto, diga-se de passagem. Um menino ou um velho, assim como uma mulher, raramente recorre a uma violência fÃsica com força letal. Na maioria dos casos, a vÃtima dessa violência é também um homem. E é claro que a violência tem que ser reprimida, qualquer que seja o seu alvo. Esta pauta não leva à eleição de Bolsonaros
Crimes são sempre lamentáveis, principalmente os de morte.
E os envenenamentos provocados por mulheres neste ultimos anos, não conta?
tá no DNA canalhice, covardia, patife, reaça,
Alguma possibilidade do conselho editorial da folha, o qual você integra, reunir e analisar as matérias e opiniões sobre esse fato, como por exemplo, a sua, a da Ana, Ângela e Alexia? Tal análise poderá ser encaminhada ao legislativo, visando a uma lei que explicite a postura criminosa de pessoas ao associarem o comportamento da mulher a crimes como o que se viu. O ocorrido no velório, nas redes e nos jornais não é liberdade de opinião, é violência contra a mulher a requerer punições e um basta.
Garcia, requer uma mudança de postura no dia a dia. Uma escuta apurada. Escutar os mÃnimos detalhes, verificar cada ação, não deixar passar, esperando que o outro mude, para que fiquemos no mesmo lugar, ou no lugar de sempre.
Cadê a pena de morte para estes casos ?????????
Sempre existiu um código de ética diferenciado entre homensXmulheres. Coube as religiões o papel de confeccioná-los, divulgá-los e mantê-los. Aprendemos toda essa trama desde muito cedo - cuidados, restrições e incumbências que uma mulher deve ter. Uma mulher não pode vacilar. Esse vacilo levava a perda da reputação e isolamento social. Mesmo com todos os avanços, o que se encontra enraizado custa a ser demolido. O patriarcado está aÃ, não vão querer perder tão cedo esse lugar do privilegiado.
Garcia, o máximo não é uma questão de gênero. Ele se encontra presente em ambos os gêneros.
Mas a luta das mulheres tem avançado, haja vista a lei Mariana Ferrer. O caso tem pontos comuns ao que ocorreu no enterro em Goiás. Em ambos a mulher é agredida e vexada por coisas alheias ao crime do qual é vÃtima. A União Brasileira de Mulheres encampou a indignação contra as posturas machistas, obtendo vitórias no conselho nacional de justiça e apoio de deputadas, resultando na punição imediata do Juiz e na lei que proÃbe relacionar a vida pessoal da mulher a um crime alheio.
Aos sessenta..nossa....sessenta anos.... escutar mulheres que questiona....é de uma assustadora constatação de uma injustiça imposta durante anos...não...a vida toda. A qual eu tratava como normal...é assim....funciona assim....sem questionar. Se não fosse essas vozes femininas jamais abriria portas e janelas para constatar .... tudo. E como agir a partir dessa constatação. Precisamos de uma nova matéria na grade do primario em diante......Mulher. Existe um movimento....agora é...não parar.
Os dados, os contextos, as desigualdades de oportunidades, de tempo, de salário, é tudo tão evidente, que me causa espécie, espanto e vergonha alheia que alguém se disponha a entrar em um fórum como esse se dizendo incomodado, injustiçado ou até indignado pela menção da palavra conservador atrelada a um ato que é o conservadorismo na acepção da palavra. Palmas, Vera!
Os homens quando são violentos são impulsivos e diretos. As mulheres premeditam. Quantos maridos assassinados pela esposa infiel em cumplicidade com o amante? Alguém tem os dados? E as mulheres que engravidam do amante e fazem o marido criar o guri como se fosse o pai? Alguém se interessa por esses dados? Eu pensei que cientistas fossem isentos.
Surpreendentemente, as únicas vÃtimas verdadeiramente inocentes foram ignoradas mais uma vez. Aparentemente, nem o assassinato de duas crianças é mais relevante que o sofrimento da mãe. Isso me faz lembrar de uma manchete do Universa durante a pandemia, que falava que o número de mortes de homens era maior, mas o impacto era maior sobre as mulheres. Fica a dúvida, a vida desde que não seja de mulheres, não é tão relevante assim?
Todo texto que defenda as mulheres e diga com todas as letras aquilo que sofremos nas mãos dos homens vai ter chororô masculino nos comentários. A vocês, o recado é simples: bateu, doeu? Pega que é seu. Obrigada, Vera!
Quer dizer que discordar é chororô? O texto está cheio de clichês e mentiras (no primeiro parágrafo já bem com mentira, pois a mesma Folha divulgou que assassinato de filhos para se vingar do parceiro é majoritariamente realizado por homens, mas passa muito longe de ser excepcionalidade como a colonista afirma) e quem não concorda só pode estar de chororô?
Infelizmente a luta é solitária, as mulheres estão sózinhas nessa batalha, se percebe uma hipocrisia latente na sociedade que nada ajuda a situação, há necessidade de aceleração dos movimentos feministas, esperar 100 anos para que se obtenha a igualdade entre os sexos é muita coisa, muito tempo, muitas mortes seguirão, não há como! Essa pesquisa dos 100 anos para equidade foi capitaneada pela Deputada Tábata Amaral.
Eu concordo com a análise do ponto de vista da justiça em seu sentido mais humano e menos simplesmente código, mas não concordo com a politização da violência. Essa miséria humana afeta a todos a todos, embora seja fato que o poder mais hegemônico em determinado lugar e tempo irá prevalecer da violência em maior grau de liberdade e impunidade.
Não dá pra entender essa articulista. Sua furia "antimasculina" defende que a violência contra Medeia, representada na tragédia grega, também era consequencia do discurso conservador?
Estou aqui boquiaberto. Será isso mesmo que ela quis dizer? Meu Deus!
O texto é duro, mas cirúrgico. Impedir a mãe permanecer no velório só não é mais grave do que crime em si. A normalização da violência contra a mulher é algo tão intrÃnseco na sociedade patriarcal, que apenas episódios extremos como este causam alguma comoção.
Olha, criminoso é esse discurso de associar o conservadorismo a crimes hediondos. O que essa coluna tenta é voltar os seus leitores a todos aqueles que tenham preferência pela direita por pura politicagem. Se é asqueroso culpar uma mulher pelo ato de loucura e maldade do seu ex-marido, igualmente é o fazer uso polÃtico dessa dor para fins pessoais. Deveria ser denunciada ao Conselho de Psicologia.
Não sou conservador, ao menos não na acepção que ganhou corpo no Brasil. Longe disso. Mas não deixo de concordar com você, embora com enfoque distinto. Fico consternado ao ler seguidos textos que, ao invés de conquistar, agregar e educar pela fala, aprofundam agressivamente a lamentável polarização polÃtica, buscando paradigmas negativos num inimigo criado ao qual nega as qualidades humanas. Não cai nada bem para um profissional da psicologia.
Medeia mata os filhos (filicÃdio). Vera interpreta: “Medeia vinga todos os abandonos femininos”. Ufa ! Fiquei bem mais tranquilo agora que Vera explicou (ainda assim: crianças ! fiquem longe da mamãe!)
engraçadinho né? não é, esse caso é uma tristeza sem fim. Criticar o exemplo da medeia é só uma tergiversação. Falemos porque os homens matam seus filhos, suas mulheres, suas ex mulheres? Por quê? Não são "loucos", são homens aparentemente normais, que levam vidas comuns, até serem expostos ao sofrimento de serem largados. Criaturas muito frágeis, ao que me parece.
Exatamente.
Não seja i di o tá. Não foi isso o que ela quis dizer.
"Mulheres são traÃdas, violentadas e mortas todos os dias e não saem matando ninguém." Parei aqui, porque isto não é verdade. Basta consultar o Tribunal do Júri. Um tema tão angustiante como a violência contra as mulheres deve ser abordado de forma responsável.
Daniela, se a mulher escolhe se relacionar com um bandido, que culpa eu tenho?
Alias, só faltou vir com a historinha q os "homens morrem muito mais q as mulheres". Os filhos desse caso horrendo e o pai es cro to vao entrar nessa conta também?
Marcelo, o teu argumento é falacioso. Sugiro fortemente melhorar a argumentação, pq essa aà é muito fraca. Quero que os homens façam a sua parte, porque já deu de ex nao "aceitar" separacao e matar a mulher. Cadê os outros homens nessas situações? Nao falam, nao se metem? Coniventes com a violencia, tanto no discurso qto nos atos.
Daniela, perfeito.... Também coloco na responsabilidade feminina geral todos os assa ssi na tos praticados por mulheres contra homens por aquelas que fazem discursos de ódio contra os homens
Mulheres matam muito menos os seus companheiros, ex-companheiros, ex-ficantes, e seus filhos que os homens. Então não sacrifica, ok? Não todo homem mas sempre um homem. Eu coloco esse tipo de crime na responsabilidade os homens, nos que cometem e em todos os outros que ouvem discursos de violência contra a mulher e não falam nada, não fazem nada e se omitem porque isso "não é da conta deles".
Apenas um pequeno resumo da minha atual situação: casado durante 17 anos, 3 filhos, durante a maior parte do tempo fui o único provedor porque tinha um ótimo salário. Eu não traÃa a minha esposa por princÃpios religiosos e por eu ser demisexual - descobri agora. Agora, estou lutandocontra depressão desde a pandemia e minha esposa se tornou abusiva comigo e eu sai de casa. Não perdi a virilidade. Mesmo assim ela pediu divorcio. Nao me importei com os bens. So quero paz. Meus filhos me amam.
Seu sofrimento é insignificante para essas femimiministas, a colunista teve a pachorra de escrever que nem toda masculinidade é ruim, que deve-se permitir que os meninos sejam homens, e foi aplaudida por muitas, e pior, por muitos também.
Mulheres podem fazer da vida do sujeito um inferno.... Que você encontre a paz....
Estupro e assassinato de esposas e filhos são comuns em igrejas. Basta ler qualquer portal de notÃcias evangélicas pra saber disso. Apenas jogam pra baixo do tapete. Estupros de lésbicas, tortura de crianças e jovens lgbt. Mas a FSP ama ignorar tudo isso e exaltar religião. Megaigrejas como a Hillsong, que artistas como Aline Barros e os Valadões versionam em suas músicas, foram fundadas por grupos de pedófilos por exemplo. Mas aplausos aos evangélicos, certo Folha? Vivam os mil pastores da FSP!
O evangélico hello kitty só existe na Folha e na boca de Lula tentando ser reeleito. O trabalho escravo continua no Nordeste até hoje, sendo feito por negros, coordenado pelas oligarquias gospel das igrejas tradicionais, como presbiterianas (que amam desviar dinheiro de prefeituras). Tudo isso redunda em machismo, em racismo, em toda sorte de ódio. Mas a FSP dá colunas para evangélicos fazerem propagandas de igreja, escondendo a realidade chocante e atacando os pobres pentecostais pq são negros.
Esse homem nunca foi um pai. Um pai de verdade protege os filhos, dá a vida por eles. Foi, sim, um psicophatha covarde, merece toda a desonra possÃvel. Um crime que não deve ser relativizado, como muitos estão fazendo.
O cara era um narcisista egocêntrico. Sim, a "culpa" pode ter sido da mulher. Não a ex-esposa, mas quem o criou, a mãe ou avó. Resultado de um pai ausente. É karma.
não coloque a culpa do sujeito e s cro to que ele foi em qq mulher. Ele mat ou pq quis, só por isso. Resultado de uma sociedade patriarcal que culpa as mulheres por tudo, até pela falta de caráter dos homens. Homens que se omitem ao ouvir discursos de ódio contra as mulheres.
Comentei a matéria, dadas minhas dificuldades em entender a prática de ato de tamanha gravidade e intensidade existencial. Além dos aspectos explorados na matéria, creio haver outros, mas alheios à caracterização de culpa, ainda que entre aspas. O fato tem sido tratado de forma pouco sensÃvel ou superficial. Há fôlego para um estudo psicológico e social alentado. EntenderÃamos melhor o ser humano e a sociedade, saindo do padrão medÃocre de dialógico das redes sociais.
Neste caso trágico, que inspirou a matéria, estaria por acaso o pai em estado depressivo grave? Gostaria de entender, pela palavra da especialista, se a causa desta tragédia foi exclusivamente social, ou machismo tóxico doloso, consciente, vingativo e homicida do traÃdo, ou se estaria o pai num estado mental gravemente alterado, para cometer ato tão atroz. Afinal, uma psicóloga nos traria o diagnóstico seguro num processo judicial destinado a apurar as causas do crime.
Sim Daniela, obrigado pela sua educação e pela sensibilidade do seu comentário. Queria entender melhor este radical ato existencial, e acabei me desarmando e expondo aqui minhas dúvidas. Conversei com uma amiga psicóloga, que me trouxe esclarecimentos muito interessantes, que não cabem aqui, nem pela complexidade, nem pela oportunidade.
Fico pensando se um cara desses não tem um amigo, um irmão, um pai, para conversar, para falar sobre o sofrimento de ser largado pela mulher. Quantos de vocês, que comentam tanto sobre a violência contra a mulher, já questionaram algum amigo se ele precisa de ajuda ou quando ouvem discursos de ódio contra as suas (ex) mulheres?
Celso, havia um homem desestabilizado porque a sua ex-esposa estava seguindo a vida, como ela ousou fazer isso? Na cabeça do sujeito, como na cabeça de muitos por aÃ, as mulheres não decidem, são uma espécie de propriedade. Assim como os filhos, não tinha qq amor ali. Só objetos para satisfazer o seu desejo de vingança. Quando as mulheres tentam decidir, pagam com a própria vida ou com a vida dos seus filhos, como no caso.
Caro Marcelo, a reflexão proposta é destinada a entender melhor este ato existencial radical. O processo judicial foi mencionado como um meio no qual um laudo se realizaria e geraria alguma conclusão. E, obviamente, não cogitei de uma simples depressão. Impressionante. Enfim, é inútil tentar fugir do padrão medÃocre estabelecido pelas redes sociais. O drama que inspirou A Sangue Frio, de Truman Capote, hoje seria reduzido a uma conclusão fútil e qualquer.
Não sei o que acrescenta à discussão esssa especulação que você traz. Primeiramente, porque não haverá processo judicial, já que o criminoso morreu. Em segundo lugar, porque toda vez que se levanta a hipótese de depressão é para inocentar o agressor. O Brasil tem mais de doze milhões de pessoas que sofrem de depressão. Já imaginou se todas elas decidissem matar os filhos e usar a depressão como álibi?
Esqueci de qualificar melhor. Se o caso representa exemplo tÃpico de violência vicária, ou se havia depressão clÃnica ou psicose, de forma isolada ou associada.
Muito bem, Verá! Agora aguarda e supreenda-se, ou não, o tanto de ataques você e seu texto vão sofrer. Parafraseando Wagner Moura, não dá para explicar nada, para quem na absorveu a Constituição Federal…
Acho que se isso acontecer teremos que nos manifestar e por isso estamos aqui agora. Não sei se a Sra leu o último artigo da Vera, mas manifestações de violências abrem precedentes históricos para reavaliar a presunção de inocência, que até certo ponto protegem os autores de feminicidio, não há inocência, há intenção seja por via simbólica ou concreta.
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