Opinião > Feminicídio, o fogo do ódio Voltar
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Vai sempre ter esse bla bla bla. Mas enquanto nao se focar na educação do homem nao se resolvera o problema!
Poder fisiológico da mulher. O feminino reduzido ao fÃsico, ao corpo, tanto como máquina de reprodução da espécie, como objeto de gozo. Um maquinário que não pode ser interrompido, há que se levar a incomoda gestação até o fim. Enfrentar os riscos de um parto. Cabe à s mulheres essa transformação, tanto no que diz respeito à criação dos filhos, como a uma mudança de posição frente aos homens. Antes ficar só do que mal acompanhada. Maus tratos, agressões verbais/fÃsicas, trabalhos domésticos.
Pô, Seu Ricardo, texto magistral em sua simplicidade, Professor, muito grato. Nem sei por que é que o TrAmpismo, em sua belicosidade do Fal em riste, insiste em antagonizar-se com o Islã amalucado lá do Irã: puxa, poderiam dar-se tão bem, complementares que são em aspectos fundamentais da macheza, do controle dos corpos, da agressividade como método de convÃvio etc. Cristianismo e islamismo distorcidos e de mãos dadas, por que não? Essa minha ignorância, infelizmente seu belo texto não resolveu.
Óia, Anete, eu creio que compreendo a que você se refere quando fala da sanha punitiva contra a molecada que matou o cão. Mas existe aà uma diferença fundamental em relação à raiva que a lava-jato elicitou nacionalmente: posso estar enganado, mas não percebi uma vontade coletiva de linchar os meninos, mas uma fome de punição pela barbárie. Na "lava", era uma raiva tão intensa que as barbaridades ilegais do marreco e de seu grupinho eram admitidas sem problemas. Crime pra combater crime.
Esse riste é por tão pouco tempo. Além de a falhar, faltar. Como deve ser custoso sustentar e manter essa fantasiosa potência. Essa sede de punição acontece em outros nÃveis. A sanha de punir os meninos que mataram o cão orelha. De onde veio essa agressividade? Uma cultura reativada pela lavajato. Seguida por bozo e sua turba. A bárbara invasão das sedes dos três poderes da República. A prática das mentiras, distorções, difamações e calúnias, sem o menor pudor ou constrangimento.
Qualquer assassinato é um crime gravÃssimo. Isso posto, é preciso lembrar que a maioria absoluta das pessoas assassinadas no Brasil é composta por homens. As mulheres constituem aproximadamente 10% das vÃtimas, e em apenas metade desses casos a mulher é vÃtima de um feminicÃdio. Quando se apresentam dados estatÃsticos, é sempre bom inserir esses dados num contexto mais amplo, ou o resultado será um retrato distorcido e enganador.
João, prezado, não tenho ideia da exatidão estatÃstica dos dados que você traz; dando de barato que estejam corretos, ainda assim cabe discutir a barbárie que incide sobre as mulheres. Até porque, parte daquilo que origina a violência contra a mulher, é também orientada pelos homens aos seus iguais. Creio que o conjunto vale a reflexão.
Mas Lula está patrimonializando gospel e indicando evangélico pro STF, como se o cristianismo não tivesse trazido a misoginia, o racismo e outras barbáries dos colonizadores. Não adianta enfiar a cabeça na areia como avestruz e fingir que tudo isso não é obra do cristianismo no Brasil. Podem usar o eufemismo "cultura" o quanto quiserem.
Uai, Jaime, quando o articulista aponta claramente o maleus maleficarum como fonte de ideias pra lá de misóginas, pareceu-me estar fazendo isso, sem eufemismos.
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