Opinião > Feminicídio, o fogo do ódio Voltar

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  1. Antonio Eustaquio

    Vai sempre ter esse bla bla bla. Mas enquanto nao se focar na educação do homem nao se resolvera o problema!

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  2. Anete Araujo Guedes

    Poder fisiológico da mulher. O feminino reduzido ao físico, ao corpo, tanto como máquina de reprodução da espécie, como objeto de gozo. Um maquinário que não pode ser interrompido, há que se levar a incomoda gestação até o fim. Enfrentar os riscos de um parto. Cabe às mulheres essa transformação, tanto no que diz respeito à criação dos filhos, como a uma mudança de posição frente aos homens. Antes ficar só do que mal acompanhada. Maus tratos, agressões verbais/físicas, trabalhos domésticos.

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  3. Marcos Benassi

    Pô, Seu Ricardo, texto magistral em sua simplicidade, Professor, muito grato. Nem sei por que é que o TrAmpismo, em sua belicosidade do Fal em riste, insiste em antagonizar-se com o Islã amalucado lá do Irã: puxa, poderiam dar-se tão bem, complementares que são em aspectos fundamentais da macheza, do controle dos corpos, da agressividade como método de convívio etc. Cristianismo e islamismo distorcidos e de mãos dadas, por que não? Essa minha ignorância, infelizmente seu belo texto não resolveu.

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    1. Marcos Benassi

      Óia, Anete, eu creio que compreendo a que você se refere quando fala da sanha punitiva contra a molecada que matou o cão. Mas existe aí uma diferença fundamental em relação à raiva que a lava-jato elicitou nacionalmente: posso estar enganado, mas não percebi uma vontade coletiva de linchar os meninos, mas uma fome de punição pela barbárie. Na "lava", era uma raiva tão intensa que as barbaridades ilegais do marreco e de seu grupinho eram admitidas sem problemas. Crime pra combater crime.

    2. Anete Araujo Guedes

      Esse riste é por tão pouco tempo. Além de a falhar, faltar. Como deve ser custoso sustentar e manter essa fantasiosa potência. Essa sede de punição acontece em outros níveis. A sanha de punir os meninos que mataram o cão orelha. De onde veio essa agressividade? Uma cultura reativada pela lavajato. Seguida por bozo e sua turba. A bárbara invasão das sedes dos três poderes da República. A prática das mentiras, distorções, difamações e calúnias, sem o menor pudor ou constrangimento.

  4. João Vergílio Gallerani Cuter

    Qualquer assassinato é um crime gravíssimo. Isso posto, é preciso lembrar que a maioria absoluta das pessoas assassinadas no Brasil é composta por homens. As mulheres constituem aproximadamente 10% das vítimas, e em apenas metade desses casos a mulher é vítima de um feminicídio. Quando se apresentam dados estatísticos, é sempre bom inserir esses dados num contexto mais amplo, ou o resultado será um retrato distorcido e enganador.

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    1. Marcos Benassi

      João, prezado, não tenho ideia da exatidão estatística dos dados que você traz; dando de barato que estejam corretos, ainda assim cabe discutir a barbárie que incide sobre as mulheres. Até porque, parte daquilo que origina a violência contra a mulher, é também orientada pelos homens aos seus iguais. Creio que o conjunto vale a reflexão.

  5. Jaime Souza

    Mas Lula está patrimonializando gospel e indicando evangélico pro STF, como se o cristianismo não tivesse trazido a misoginia, o racismo e outras barbáries dos colonizadores. Não adianta enfiar a cabeça na areia como avestruz e fingir que tudo isso não é obra do cristianismo no Brasil. Podem usar o eufemismo "cultura" o quanto quiserem.

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    1. Marcos Benassi

      Uai, Jaime, quando o articulista aponta claramente o maleus maleficarum como fonte de ideias pra lá de misóginas, pareceu-me estar fazendo isso, sem eufemismos.

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