Ruy Castro > Clichês na ponta da língua Voltar
Comente este texto
Leia Mais
Suas colunas, Ruy, sempre deliciosas!
Não existe picadinho feito na ponta da faca, Ruy, na ponta da faca traz-se o ameaçado, o coagido. Obrigar alguém a algo na ponta da faca é impor sob violência ou intimidação, sob risco iminente, sob pressão, é constranger. Eu estou absolutamente seguro de que você sabe disso e fez o uso que fez na coluna de pura sa ca na gem, não sei por quê.
Os clichês são usados para ocultar a preguiça jornalÃstica, como é o caso de “jogo de empurra” e “bate-boca”. Quando há alguma omissão do Poder Público e o Estado e a Prefeitura se acusam mutuamente, falar que ambos praticam “jogo de empurra” é mais fácil do que apurar quem tem razão. Se em uma tribuna um deputado é interrompido e ofendido por outro, é mais fácil dizer que ambos “bateram boca” do que identificar quem quebrou o decoro. É o clichê a serviço do jornalismo preguiçoso.
Na verdade, carÃssimo Ruy, é o Tarcizão do Cadáver Golpista que tá na crista da onda: bateu o martelo em patrimônio público e marretou a cabeça de um monte de preto pobre periférico. Assim fazendo, comeu bola e ganhou voto. É o ó do borogodó!
Acho que a palavra 'perturbador', no sentido de algo polêmico ou discutÃvel, está começando a entrar nessa situação.
Ruy se esqueceu de uma nova palavra esquisita: Performar.
Virgulino Ferreira, o lampião, era danado na ponta da faca hehe
Ler Ruy Castro é bom demais da conta!
Tô com você e não abro, Ruy
perfeito,virgule sempre
Na verdade a coisa não é bem por aÃ...
Verdade, ouvi dizer que o buraco é bem mais embaixo.
Hahahahah Ruy , muito bom.
É sobre isso
O cinismo da grande mÃdia é que é um clichê antigo... de outros carnavais.
Um bom artigo, além da " boa pena do autor" requer um bom tema, como esse.
Eu adoro um clichê. Pode me julgar.
No Carnaval, pelo menos nos jornais de tv, parece q os crimes cruéis, escândalos, assaltos (segurança pública), delinquentes federais etc. também entram de recesso. Isso sim é q é o grande clichê: a mÃdia pilha e tenciona a sociedade durante 350 dias do ano só com notÃcias ruins. Recolhem as piores neste paÃs Continental pra encher a grade e a boca dos jornalistas. Depois dão 10 dias de trégua para a "alegria", afinal ninguém é de ferro!? Não resisti, lasquei um clichê no final. (Sigo eu...)
-Já “ deu o seu like” para este artigo ?
Caro Castro, não vou falar dos clichês, nem dos "bloquinhos" de 1 mi de pessoas. O q me intriga mesmo é o comportamento das mÃdias (o jornalismo da tv) durante o Carnaval. Antes da festa os jornais de tvs entulham a gente de notÃcias terrÃveis, as piores: "pandemia de feminicÃdos"; "mais uma estrepolia do Napoleão do Sec. XXI"; "mais uma 'novidade' do Master"; "o STF encurralado"; "o caso Espstein"; "caso INSS" por aà vai. Será q o Carnaval tem o poder de arrefecer os crimes e crueldades? (Sigo)
Afinal, você liga a tv pra tentar assistir alguma coisa e só tem repórter mostrando povo pulando, performando "alegria" igualzinha a do ano passado e dos anos anteriores, isso sim é q é clichê! Carnaval na tv!. Dão uma noticiazinha aqui, outra aculá, mas logo voltam à carga com mais "alegria": "corta pro Rio, agora BH, SP, Recife vai. Será q os demônios do mundo ficam tão entretidos com o nosso Carnaval q se esquecem de suas cruéis atribuições de produzir notÃcias ruins para as tvs e jornais?
O uso do clichê tem o objetivo de dar ênfase.
Clichê, que deve ser derivado do francês clichet, ou cliché, denomina antigo e abolido processo gráfico de transformar uma fotografia necessariamente preta e branca numa fôrma cuja superfÃcie retém a tinta nos altos relevos, tinta essa que passa para o papel-jornal após a máquina impressora plana movimentar seus mecanismos tendo como peça imprescindÃvel o profissional que ajuda nessa transmissão, de forma exaustivamente repetitiva, derivando dessa monótona atividade a palavra acima mencionada.
Clichês são palavras ou expressões repetidas à exaustão, na maioria das vezes sem a menor necessidade, que nos levam a considerá-las chatas. Fora essa particularidade, em muitos casos elas fazem sentido. Dizer “na verdade”, “na realidade” ou “na real”, por exemplo, cabe perfeitamente, quando estamos contestando uma ideia ou afirmação lançada antes. Um exemplo ao acaso: “Parecia estar dormindo. Na verdade, prestava atenção em tudo o que acontecia ao seu redor”.
"Lulu Bergantim veio de longe, fez dois discursos, explicou por que não atravessou o Rubicon, coisa que ninguém entendeu, expediu dois socos na Tomada da Bastilha, o que também ninguém entendeu, entrou na polÃtica e foi eleito na ponta dos votos de Curralzinho Novo"(José Cândido de Carvalho). Na ponta dos votos: vitória suada,acirrada,na bacia das almas.
Lapidar, em forma de lápide, enlapidável...!
Sobre bater o martelo, temos no meu Estado um governador psicótico que, ao presidir cerimônias de encerramento de privatizações, bate com o martelo no púlpito com tanta força que estraga o martelo e o púlpito. E tem gente que acha essa incivilidade divertida ou engraçada.
Por falar em virgular. Amava virgular. Após ler um parecer que fiz, há muito tempo,minha irmã Darci que sabe tudo de português, homem e lÃngua, disse havia regras para por vÃrgula. Retruquei, mas amo virgular. Ela: que virgule dentro das regras sua desregrada.
Quem mais comenta sobre como nossa lÃngua é tão maravilhosamente dinâmica é quem mais critica esse dinamismo. Vai entender! Não deve estar conseguindo acompanhar o zeit gei st (aff!!! De onde tirei isso!!!)
Ao bico da pena , tb não entendo
Antes da utilização da pena de metal, escrevia-se com pena de aves como ganso, por exemplo. A escolha da pena dependia do tipo de escrita. Para trabalhos minuciosos costumava-se usar pena de corvo.
As canetas antigas tinham pena. É o nome da peça metálica por onde passa a tinta, em analogia à pena de pássaro que antes das canetas era usada para escrever.
Qdo falaste do lance bloco / bloquinho, me lembrei do genero musical Choro ser chamado chorinho
Uma palavra, embora de significação correta, me parece deselegante é "enterrar", que me parece tosca ao se referir ao rito fúnebre, sendo que sepultamento me parece mais próprio e respeitoso, afinal enterrar pode ser cobrir de terra qualquer coisa, ou mesmo no esporte, quando o atleta do basquete executa o lance de enterrar a bola na cesta.
"Enlapidou', referente ao "último que sobrou ", é criação minha, nunca vai colar.
Camisa de sete varas. Nunca entendi.
Camisa de sete varas é uma variação da locução camisa de onze varas. A expressão remete a uma situação vivida na Europa, lá pela Idade Média, quando os condenados à forca vestiam uma camisa comprida, que ia até os pés. Os mais perigosos recebiam uma camisa de 10, 12 metros (uma vara correspondia a 1,10 m), para dificultar seus movimentos. Meter-se numa camisa dessas significa enfrentar uma situação difÃcil de sair.
Ruy Castro, seu excelente trabalho sobra a 2a. Guerra vista pelo Brasil no Rio faz a gente esperar um relato tão completo, tão minucioso e tão esclarecedor - além de recheado de humor - sobre a ocupação holandesa no Nordeste. Vai nessa!
E tem mais: fulano está no radar; isolou o penalti; mitou; não se morre mais: CPF cancelado;web foi à loucura . . .
Se já morreu antes, agora virou imortal...!
Bravo, Ruy Castro. Nesta crônica Ruy se superou. Só não entendo o q é gargarejo?
Obrigado, Ceny, sua cultura me é útil...!
"Fila do gargarejo" é uma expressão popular brasileira que se refere à primeira fila de assentos em um teatro, cinema ou casa de espetáculos. Trata-se do local mais próximo ao palco, oferecendo uma visão privilegiada, porém muito próxima, exigindo frequentemente que o espectador incline a cabeça para trás, como se estivesse fazendo um gargarejo.
É a posição "olhando para cima".
"Perna, pra que te quero?" ou "perna pra que te quero!" ? Qual a maneira correta de escrever?
Usa-se para emergências que exigem sebo nas canelas. Seria com vÃrgula mas duvido que alguém perca tempo com ela se estiver com tanta pressa. Sebo nas canelas é outro clichê.
Com, vÃrgula, é, claro,...!
O casal protagonizou as cenas mais tórridas do filme.
Clichê não seria também um clichê?
Vamos passar pente fino no zum-zum-zum do Carnaval. A marchinha diz que a avenida sambou até o dia clarear. Vamos olhar com lupa e ouvir o Olodum. Todo mundo fazendo a passista e eu aqui na Quarta-feira tentando contar nos mÃnimos detalhes, tim-tim por tim-tim o ziriguidum; a dança de Ogum, o nosso alegre gingado.
Esqueceu de "bastidores".
Matéria boa para quarta feira de cinzas.
Pra mim pontuou, aliás pontificou...
Busca
De que você precisa?
Fale com o Agora
Tire suas dúvidas, mande sua reclamação e fale com a redação.
Ruy Castro > Clichês na ponta da língua Voltar
Comente este texto