Sérgio Rodrigues > Este texto foi escrito sem auxílio de IA Voltar
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Resumo: Usar IA para escrever é como usar uma calculadora: se você a utiliza sem saber o conceito por trás, não aprende (e pode desaprender). Mas se já domina a habilidade básica, a ferramenta serve para ganhar tempo e evitar erros. O segredo é continuar praticando a escrita ativa (como fazer um rascunho sozinho) e usar a IA para aumentar suas capacidades, não para substituÃ-las.
... citar; "Não me espanta um robô querer me destruir; me espanta um robô alcançar minha emoção." (Korich, B.S.)
Houve também, a resistência dos poetas ao uso do dicionário de rimas. Como se consultar um livro para encontrar a palavra exata fosse uma forma de trapaça. Como se a poesia tivesse de nascer apenas da inspiracao espontânea, sem auxÃlio externo. No entanto, muitos grandes poetas sempre recorreram a instrumentos como o tratado de métrica e outros autores. A musa, ao que parece, não se ofende com a ajuda de uma estante.
As companhias de IA estão pagando seus empregados mais do que as outras empresas. Alguns ganhando milhões. Se a bolha de IA estourar, como a Bolha dos Mares do Sul, em1720. Isaac Newton perdeu parte de sua fortuna. Ele disse: " Posso calcular o movimento dos corpos celestes mas não a lou cura dos homens."
Ótimo texto. Sobre o catastrofismo das últimas linhas, deve-se notar que a escrita surgiu como uma forma de registro da fala. E era no inÃcio dominada apenas por poucos artesãos especializados, os escribas. Com a facilidade de gravar áudios e vÃdeos, não me surpreenderia dela voltar a ser dominada por poucos no futuro. Como o código Morse ou o sistema Braille.
Devemos usar a IA para pesquisa, nunca para escrever textos. Fumar sim, tragar jamais.
DifÃcil saber como será o futuro com recursos tão poderosos. A IA, cria alguns empregos e destrói outros. Os Luditas destruÃram teares, mas a automação abaixou os preços e aumentou as fábricas de roupas e os salários. A Goldman Sachs estima que44% do trabalho legal será automatizado, mas o computador automatiza a labuta . A automação reduz os preços e leva a um aumento de emprego de nÃvel mais alto. No jornalismo a IA fará a lida, e nós o trabalho que requer julgamento e estratégia.
Fujamos do ludismo tecnofóbico e do utopismo cego. A partir de agora, o grande desafio não parece ser mais "usar ou não usar", mas sim como manter a nossa digital humana em processos que são cada vez mais mediados por algoritmos. É o conceito do "Centauro": a inteligência humana montada na potência da máquina. Obs: este comentário teve o auxÃlio luxuoso da I.A.
Bagaça. Ótima escolha de palavra, Sérgio. Duvido que uma IA escolheria algo tão sonoro e brilhante: bagaça.
Oi, Daniel. Não duvide. Creio que incorporou ao digitar. A 'bagaça' agora está solta, tanto o vocábulo quanto a IA.
Já que hoje a FSP completa 105 anos, vale lembrar que por um século os colunistas escreveram sem IA. Relendo as colunas antigas publicadas nos últimos dias, percebo que existe algo em comum, muito sútil e vivo nos grandes autores: a entrega apaixonada, obsessão pelos detalhes, fluidez na escrita e intencionalidade. Quem leu a FSP antes da IA sabe do que estou falando.
De vez em quando a BBC Brasil também pública textos claramente traduzidos por computador. São péssimos e têm muita falha na tradução. HorrÃvel.
Muito bom, Sérgio. Percebo imediatamente quando um texto é escrito pela IA: a mensagem não vem clara, não se sabe exatamente onde o autor do texto quer chegar, a sintaxe é péssima, etc. Tive a oportunidade de ler dois textos da Sra. "Beauty" nesse jornal. Quem sabe ela poderia pedir a uma pessoa que domina a linguagem escrita para redigir seus textos...
O problema maior deveria ser o Nazilibertarianismo de muitos colunistas desta Folha PagBank Apartidária, independentemente do uso de IA.
Sim, concordo. Aliás, salvo engano, o New York Times defende que seus colunistas escrevam artesanalmente. Uma coisa é usar a IA pra ajudar na pesquisa, outra é ela escrever/detonando nossa autoria. Diz poema: "O pior escravo? É aquele que é sujeitado e diz q é sujeito"...
Muito bem Rogério.
O Sérgio também acha melhor escrever na maquina Olivetti. Computador não é necessario. Amigo, sobre ombros de gigantes se vê mais longe, como diria Isaac Newton.
Eita, aà sim!!! Pensamento e escrita autorais. O colunista salva a FSP por uns dias.
Se não houver seres humanos pensando, a ia. cai estagnar. Ou nso?
O pior da bagaça não entendermos ainda a bagaça, de forma que em breve essa limitação da linguagem generativa não mais existirá por aprendizagem contÃnua entre sistemas dialogando entre si e, propriamente, por intervenção humana que "ensinará" como aprender mais facilmente.
A inteligencia artificial é cspaz de coisas fantasticas, mas ela nos destruirá
Pro que lemos aqui de sua lavra, não há muito o que destruir.
Precisamente alarmista, mas um lembrete. Inventamos o elevador e o controle remoto, porém inventamos o crossfit e o beach tennis também. E estamos aà com as arenas e quadras lotadas. Se o beach venceu, as canetas também podem.
... temos, também, os corretores de texto, no computador, cada vez mais aperfeiçoados.
"é difÃcil imaginar um modelo de negócio em que empresas de comunicação consigam cobrar por textos que qualquer pessoa poderia gerar sozinha em casa" Este é um ótimo argumento para todas as empresas que produzem conteúdo: se não abaixarem o preço, porque vou consumir tal coisa? Mas, como apocalipse pouco é bobagem, o custo para se ter um computador pessoal está aumentando justamente para que pessoas comuns não posam produzir o que consomem.
Usar o IA como ferramenta de ajuda, é possÃvel se comparando ao google que nos ajuda a esclarecer as nossas dúvidas. Mas jamais deixar os nossos pensamentos e nossa escrita de lado. A nossa personalidade é um bem que conduz nossas ideias e atitudes.
Houve um tempo em que um homem, sentado à porta de sua caverna, observava com desconfiança o vizinho que polia um objeto estranho. Não era pedra lascada, como mandava a tradição dos ancestrais. Brilhava. Refletia o sol. Cortava melhor. Era bronze. E, no entanto, para aquele homem pré-histórico — que já dominara o fogo, que aprendera a caçar em grupo — aquela novidade parecia uma traição. “Sempre fizemos assim”,segurando sua lâmina de sÃlex como quem segura uma identidade.
Bravo, Sérgio.
Escrever com a IA é criar um Frankenstein do pensar!
Ele Ja foi criado e esta a solta em todo plana gracas a inescrupulosos chamados big tech.
Cada vez me lembro mais do fim do filme O exterminador do futuro, quando os computadores começam a ter mais liberdade e "consciência". A atriz frente a um horizonte de nuvens grossas de chuva, diz: "A tempestade está chegando". Talvez já tenha chegado. Se os computadores supermodernos brigam entre si e causam intrigas, quem garante daqui a alguns anos não vão achar que os humanos não prestam e devem ser exterminados? O filme trouxe o futuro para 1984 (Orwell!).
Excelente texto, Sérgio, há muito a refletir sobre este assunto. Sob meu ponto de vista, quem não tem competência, não deve se meter na área dos outros. Natalia Beuaty pode ser ótima em procedimentos de beleza, mas é péssima em coordenação de ideias e, mesmo usando a IA, traz artigos muito ruins; que ela permaneça em sua área e que a FSP dê uma chance a alguém que faça a diferença. Não há nada melhor que nos deliciarmos com um bom, interessante e inteligente texto!
Concordo com tudo o que escreveste aqui.
O maior trunfo do parasita é passar despercebido pelo hospedeiro. Assim, a IA tem tudo para prosperar.
Os códigos de ética serão, naturalmente, elaborados por IAs. Vai que dá certo: eles são bem conscientes e aplicados.
Nathália "Beauty" (nome ridÃculo) é uma farsa autodeclarada. Tão estúpida que se considera correta apenas por ter admitido o engodo.
Ofensivo.
A Ignorância Artificial não passa de um gerador de lero-lero. Um liquidificador de dados que produz tortas de gororoba para famintos preguiçosos.
Exatamente! O gerador de lero lero está aà faz uns 20 anos, e estão tratando agora como novidade. O capitalismo precisa da fetichização para emplacar quinquilharias. Olha o caso do iPhone, por exemplo. Nenhuma tecnologia ali foi nova ou criada pela Apple. Mas a máquina de propaganda funciona, (afinal, macaco vê [outros macacos comprando], macaco compra).
Hoje não dá para acreditar em textos jornalÃsticos que se dizem sem cópias extraÃdas da IA. Esse ramo está totalmente contaminado. Em breve vamos ver o resultado disso para os empregos do setor.
Este texto não foi escrito sem auxÃlio de IA. De feito, usei o corretor ortográfico.
Ótima reflexão. Faz muito sentido..
Ótimo artigo.
Bem dito.
Resta saber o que acaba primeiro a água ou a inteligência humana. Hard times.
A IA é exatamente igual à religião. Uma doença que transforma gente em zumbis. Por isso, tive ojeriza desde o inÃcio.
Caro Jaime perfeito seu comentário.ojeriza é uma palavra benevolente o negócio é bem pior.
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