Marcus Melo > O Poder mais perigoso Voltar
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O Banco Central também exerce um poder perigoso. Fiscaliza ou não as fraudes do sistema financeiro. Retira do orçamento público, pra pagar juros da dÃvida a rentistas, bilhões de reais que poderiam ser destinados à educação, saúde, segurança, etc. O resultado é a precarização dos atendimentos e dos serviços. Se não houver prestação de contas e transparência total, a autonomia se torna uma forma de proteger interesses de grupos especÃficos e não os da maioria
Alguns dizem que o BC está impondo uma polÃtica monetária genocida
confuso, como sempre. cita corretamente o autor do pensamento, alexander hamilton, para logo depois atribuÃ-lo a madison. o que fragiliza a análise é ela ser feita apenas com base na cena conjuntural, que passa, muda de uma hora para a outra, como as nuvens no céu. noves fora, como gosta de dizer aquele outro colunista, fica apenas uma patética tentativa de dar corda à s teorias deliróides de certos eduardos e assemelhados, que pregam, mundo afora, que há uma ditadura no brasil. então tá
O regime democrático é baseado em três poderes: executivo, legislativo e judiciário, e quando existe algum desequilÃbrio, é porque algum deles perdeu algum sentido no poder que exerce. Abraham Lincoln dizia:"Você não consegue escapar da responsabilidade de amanhã esquivando-se dela hoje."
Qualquer poder que deixa de ser constrangido a se justificar fica perigoso. Mas fica mais frágil também.
O quê é pior: o contrato da mulher de Moraes com o banco Master ou a tentativa de golpe de Bolsanaro e caterva? Ou, pior, a pec da dosemetria e o acórdão da CPI do INSS \ Master?
Eu diria que a coluna tem uma abertura perigosa. Há problemas no Judiciário? Há e são necessários ser sanados. Supersalários, corrupção, ligações perigosas, votos intermináveis e sem foco legal, eventos no exterior, para citar alguns. Mas o equÃvoco é colocar este poder como o mais perigoso, até porque tem de estar na defesa de ataques furiisos vindos do parlamento e de partidos da extrema direita. Entre problemas e soluções, os ataques se dão pelas soluções:
Contra golpe e punição de golpistas, por faxina nas emendas parlamentares, contenção de penduricalhos e outros. O perigo mesmo está numa candidatura que prega anistia aos golpistas, retorno ao negacionismo e ocupação do senado para impeachar ministros.
Esse caso do banco Master entornou o caldo. É só lembrar de escândalos do passado como a do banco Nacional ou o recente das Americanas, onde o STF ficou ao largo. E exatamente por não ter nada com isso. Agora ele resolveu atravessar a rua e pisar na casca de banana no outro lado. Por maior que seja a fraude, é um caso de justiça comum, que deve seguir seu curso.
O STF passou a ser a última porta de proteção contra a passagem da boiada pra corrup cão, pra destruição ambiental e destruição de direitos das classes mais desfavorecidas para beneficiar negócios, de direitos trabalhistas a estupros de crianças. Pra este colunista a msg do Dudu pra Leyla.
Final excelente!
Professor, a causa raiz da deterioração da confiança pública do judiciário foi que, no Brasil, esse poder mordeu a isca por deliberar sobre assuntos em que o próprio legislativo e executivo tinham que decidir, mas preferiram judicializar. Se o executivo perde para o legislativo e vice versa o tema imediatamente judicializado. Chegou a um ponto que o STF foi tão acionado que acostumou-se a deliberar e não mais julgar. Ainda penso que o STF pode até errar no varejo, mas acerta no atacado.
Tendências de direita querem produzir uma Lava Jato às avessas. A aprovaçao do projeto que diminuiu as penas de Bolsonaro e outros golpistas pelo Congresso, é um exemplo da tentativa de virada de mesa pelas forças de extrema direita. O posição da Folha em apoio â ditadura de 1964, não é nem um exemplo de zelo da democracia.
Moço vc acha que esse nefasto projeto aà avançaria sem as bênçãos da ditadura da toga? Vc é ingênuo ao não levar em conta que no momento atual, nada avança nem no executivo nem no legislativo sem as bênçãos e os acórdãos no escurinho do judiciário. Vc por acaso não viu o teor da reuniãozinha deles do STF futebol clube .
Ao não serem julgados e condenados os togados da lavajato, seus métodos ilegais, autoritários, coercitivos e midiáticos deixaram suas raizes em todo poder judiciário. O ilÃcito não se conserva, corta-se pela raiz.
TaÃ, RaÃ, a questão não é gostar ou não dos magistrados. Não passa pela emoção, pelo afeto dos que excluÃram a lógica, o racional, o real do seu pensamento. A questão é o cumprimento da lei, do código penal, da constituição.
Pelo seu comentário então pode se aferir que a senhora aprova um corte pela raiz no stf. Ou seria só para os magistrados que a senhora não gosta.
Já que não há mais o que cortar em relação à população, pois os cortes já atingiram os ossos, podemos então os excessos, carnes e gorduras existentes no poder judiciário, legislativo e executivo. Não esqueçamos das FA, elites do agronegócio, empresariais e financeiras. Cortes nos proventos, nos mais diversos e abundantes auxÃlios, isenções, exonerações, benefÃcios e privilégios. Que passem a pagar de maneira proporcional os impostos, e acabem com os mais diversos calotes.
Aos poucos, teremos que desnaturalizar esse ideal de "poderes em equilÃbrio". Esse modelo polÃtico é paralisante e disfuncional. Só funciona (e mal...) quando todas as outras coisas já deram certo. Temos que encerrar o século XVIII, virar a página. Precisamos ser capazes de levar adiante um projeto de paÃs por quatro ou cinco décadas. A democracia liberal não é capaz de entregar isso. Temos que olhar para a China e aprender a lição.
Marcus Melo, perfeito o seu artigo.
Excelente artigo em que M Melo nos mostra a singularidade do Judiciário brasileiro que, diferente do que pressupõe a teoria, seria o de menor poder por não deter poderes como o do cofre e o da espada. No caso especial do Judiciário, este torna-se o de maior poder ao avançar no orçamento e na coerção. Nós, pobres cidadãos de segunda classe, desamparados frente ao autoritarismo judiciário, a quem vamos reclamar?
Estou aqui esperando sentado o pode se auto-conter. Quantas vezes já vimos? Quanta balela. Nós temos que controlar o poder. Referendos já! Democracia direta pra já. É hora do serviço público para de se servir do público. Quem deveria decidir aumentos e boquinhas é o povo. Deram a chave do galinheiro na mão do lobo. Democracia representativa tem limites.
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