João Pereira Coutinho > Parecidos, extremos ideológicos sempre foram clientes da violência política Voltar
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Pode-se dizer que depende do ramo da direita ou esquerda. O que pesa contra a última é que a linguagem de Marx e principalmente de Lenin é francamente pela violência. É claro que eles alegariam legÃtima defesa: ter que trabalhar para outros para viver seria uma violência tão absurda que só pode ser combatida com violência. É uma visão paranóica da história.
Excelente artigo. Posso dar um exemplo que ilustra a parte final do texto: o verdadeiro liberal (direita democrática) tem nojo dos Bolsonaros, mas a esquerda democrática tem uma certa tolerância, ou mesmo simpatia, por Jonas Manoel (“Discordo de algumas coisas que ele diz, mas …”). Faça o teste com você mesmo, e confirme.
Pura verdade. Os que transitam mais à esquerda juram de pés juntos que são moralmente superiores. Ledo engano.
Uai, Coutinho, como teoria, passa bastante bem; o pobrema é que, aqui, você escreve pra brasileiros, no contexto do Brasil, onde é essa teoria não se concretiza. A violência, aqui, não parte igualmente de dois pólos, se é que há um extremo-esquerdo: não consta que o Partido da Causa Operária tenha tramado qualquer violência contra os PL da vida. Nem sequer que advogue o uso defensivo de armas de fogo.
A alguns esquerdistas...
Gregório, péssimo exemplo. À alguns esquerdistas podem ser atribuÃdas manifestações pontuais em casos especÃficos, como o mencionando por você; à direita, temos um pensamento hegemônico, com manifestações permanentes em toda parte, inclusive grupos de "machoboys" que espancam gays nas ruas. Não é a "mesma coisa", não é mesmo?
Não contextualize, Benassi. O ódio é o mesmo. Lembra os ataques homofóbicos que Greenwald e seu falecido marido sofreram após rompimento com Lula?
Não tente contextualizar, Benassi, o ó*dio é o mesmo. Lembra como a esquerda tratou Greenwald e seu marido doente, após este romper com Lula? "https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/06/david-miranda-e-alvo-de-mentiras-e-homofobia-de-petistas-apos-apoiar-ciro.shtml"
A coleta de casos nunca foi muito cientÃfico para chegar a determinadas teses, mas tem um efeito tremendo. Talvez poderÃamos lembrar como o "centrismo polÃtico" (o liberalismo) foi conivente com a escravidão e hoje a conivente com a colonização de palestinos, incluindo o massacre de Gaza.
Laurenio Sombra, bravo!
A diferença básica entre a extrema direita e a extrema esquerda é que a primeira age em função de um complexo de superioridade, ao passo que a segunda o faz com base num complexo de inferioridade.
Seu comentário chega a ser engraçado, mas pontual. É como se você chegasse diante de crianças birrentas numa disputa e desse um basta. Essa polarização é ridÃcula quando cai ao nÃvel de "bolsonaros" e "lulas", PT e PL. Dá preguiça! Coutinho amplia a discussão, mas ela sempre se afunila.
Só não vê quem não quer! As bandeiras são diferentes, mas os métodos e objetivos são idênticos. Talvez a grande diferença seja que a direita não disfarça sua maldade; já a esquerda tenta colocar um verniz nela, o tal “ódio do bem”. Irmãos gêmeos separados no nascimento.
Poxa, parece que o autor definiu que os mais virtuosos são os liberais e conservadores. Logo ele, alguém que adora criticar os progressistas por quererem o monopólio da virtude. E o pior: usa os mesmos argumentos daqueles que quer criticar. Texto que esquece os diversos momentos históricos e contextos em que conservadores e liberais não se furtaram em se aliar à extrema direita. O século passado e até o atual são pródigos de exemplos.
É o que eu sempre digo aqui: os liberais são muito bacaninhas enquanto a situação, ou seja, o seu predomÃnio sobre o restante da sociedade, está sob controle. Quando surge uma grave ameaça, não hesitam nem um minuto em apelar para o fascismo, da forma que der. Para isso, têm o apoio de gente como o Coutinho para justificarem-se com uma narrativa bonitinha como a que vemos nesse artigo, que faz parte de uma extensa série em defesa do status quo.
Coutinho, dizer que os extremos se tocam é no mÃnimo preguiçoso. Focar só na violência apaga as motivações reais. A violência fascista oprime minorias para manter hierarquias cruéis. Já a radicalidade à esquerda, apesar de erros autoritários que repudiamos, tentou historicamente ou em tese, quebrar privilégios. Igualar quem bate para esmagar vulneráveis com quem bate para tentar se libertar é uma falsa equivalência desonesta que só blinda o status quo.
A esquerda não é tão violenta quanto a direita, isso talvez seja por que não tenha coragem de dizer ou fazer o que pensa, sempre querendo passar a postura de racionais e culturalmente superiores, mas bastou um comemorar a morte de Kirk, que tiraram do fÃgado todos os impropérios para comemorar a morte do homem( que eu nunca ouvi falar) ou seja, a maldade está ali, só precisa de um gatilho, e esses nobres fãs da Tropicália, começam a cantar "avante camaradas" da coluna prestes. Kkkkkkkk.
Delzimar, essa história de "basta um gatilho para revelar o quão violento é de verdade" é mais adequada para explicar a ascenção do bozismo no Brasil: milhões de perversos de todos os tipos unidos por redes sociais viram um sujeitinho que os representava despontar no horizonte e correram para votar nele para implementar todos os seus delÃrios. Nunca houve absolutamente nenhum compromisso em fazer algo de bom para o Brasil: "O que importa é satisfazer meu fÃgado!"
O Coutinho usa o velho mote da "proximidade entre os extremos" para, primeiramente nivelar a esquerda e a direita e, em seguida concluir que a esquerda é muito pior, por ser mais propensa a apoiar seus extremistas. Ele para por aÃ, porque se fosse adiante teria que admitir que muitos da violência à esquerda é reação ao domÃnio brutal da direita, que não permite alternativas virtuosas. Mas os teóricos liberais estão confortáveis e seguros, bebendo conhaque, congratulando-se pela própria virtude!
Little Couto classifica em que categoria as milÃcias do agente laranja? Não consegui achar coerência alguma na argumentação (sic) do colunista. O Bozo e seu ministro Guedes entra como aqui? Ele trabalhou para pinochet, lembrando. Agora só falta ele declarar Mussolini de esquerda.
Gertrude Stein disse, um crime é um crime, é um crime ou outra variação atribuida a ela : um crime de guerra é um crime de guerra é um crime de guerra, não importa quem cometeu o crime.
O brasileiro é extremamente violento. Nem parece um povo que pula Carnaval com samba nos olhos e paixão no sangue. Um belo e terrÃvel contraste. Amei o texto, João. Como sempre, inspirador, inquietante e informativo.
Violência é violência, não importa se cometida em nome de ideologias por indivÃduos, grupos ou governos,recentemente dois cidadãos norte-americanos foram mortos pelo ICEem Mineapolis, George Floyd, foi sufocado durante nove minutos pelo joelho do policial D. Chauvin enquanto Floyd dizia que nao podia respirar... Ou a violência do governo TRump que diariamente asssassina cidadãos em barcos na costa da Venezuela. Ou a violência-represália do estado que pratica o goenocidio palstino.
Excelente artigo. A centro esquerda admite muito mais o extremismo e as autocracias do que a centro direita . Veja Lula como defende as gestões na Venezuela, Cuba, Irã, Rússia . Já a centro direita defende mais os paÃses democráticos da Europa, Austrália, Japão, Coreia onde o padrão de vida é realmente bem melhor
Excelente artigo.
Que obviedade. Evidente que os hextremosh se aproximam em vários aspectos, não apenas na hviolênciah. Todo hconservadorh sempre acaba mencionando isso. Deve ser algum tipo de mantra.
É o velho estratagema da velha imprensa fazer falsa equivalência entre direita e esquerda para criticar esta. Para falar do crime bárbaro contra um direitista por um assassino de esquerda, tem de criticar também a direita. Todo esquerdista é um assassino em busca de uma oportunidade para agir. Só na América do Sul vários candidatos a presidência foram assassinados ou tiveram tentativas de Assassinato por esquerdistas.
Ótimo artigo.
Não são iguais. Extrema direita não existe. E não me venha colocar no colo da direita fascistas,nazistas ou neonazistas. A direita ocasionalmente pode praticar alguma violência,mas não faz parte da sua essência. Já a esquerda é violenta por natureza. A esquerda é escorpião. Os últimos assassinatos de conservadores pelo mundo é a prova cabal de que a esquerda é violenta e assassina. E por falar nisso, houve mais uma tentativa contra Trump.
O artigo ajuda a entender porque um escritor como Albert Camus ( 1913 - 1960) que condenada veementemente a violência era ( e ainda é ) jogado para a direita mesmo quando sua obra poderia ser 99% simpática e com diálogo aberto com a esquerda.
Confuso. Li "La peste" e "L'étranger" de Camus e não consegui detectar nada de esquerda ou direita.
Concordo em grande medida com o artigo, mas não posso deixar de dizer que não leva em conta o contexto. Os extremismos não se dão no vácuo. São errados, mas precisam de um gatilho na realidade. Com o colapso demográfico, a esquerda europeia incentivou a imigração irresponsável. Com isso a Europa está sendo minada por dentro. A extrema-direita é uma resposta a isso. Ela não teria fôlego sem isso.
Esta distância que separa os moderados de direita e os extremistas citada pelo autor é bem clara na Europa e nos EUA, mas no Brasil é muito mais tênue.
Exatamente.
“ Convém não esperar milagres desse bestiário” ultimamente tenho torcido muito pelos golfinhos.
Comparar, em termos de destruição e violência, pautas da esquerda progressistas e da extremadireita é desonestidade intelectual.
Jaqueline Mendes de Oliveira, exatamente, o Coutinho convenientemene omitiu a violência dos governos de extrema direita, um deles asssassinou cerca de cem cidadaos cubanos e venezuelanos durante um ataque ilegal para prender o presidente Maduro e continua a asssassinar cidadãos inocentes em barcos nas costas maritimas da Venezuela.
Extrema esquerda aqui no Brasil só tem o PSOL e PCdoB. PT é centro esquerda. Lembrando que a extrema direita surgiu com Bolsonaro, e antes era só direita.
No Brasil, infelizmente, eleitoralmente a extrema-direita engoliu a direita liberal democrática. Os "Faria Limers" e afins tomam a opção suicida de apoiar a extrema-direita qdo a opção é entre ela e Lula. Ressalte-se Lula é esquerda democrática e altamente moderada.
Falou, falou, falou do pensamento conservador... evidentemente que a extrema esquerda é a responsável por mais óbitos... despreza o pensamento divergente.
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