Opinião > A escala de trabalho 6x1 deve acabar no Brasil? NÃO Voltar
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Depois a fsp pergunta o que irrita.
Pode-se dizer que a maioria que é contra o fim da escala 6X1 tem seus fins de semana de dois ou três dias sagrados, curtidos nos clubes de gente diferenciada, nas casas de praia, nas fazendas ou em viagens ao exterior com as respectivas babás de branco impecável, empregas domésticas, cozinheiras e motoristas uniformizados que por sua vez farão as compras em supermercados onde encontrarão outros na mesma escala 6X1. Hipocrisia que chama.
Entao, enquanto a produtividade não aumenta, os trabalhadores que fazem 6x1 continuam dando o sangue? Esse senhor é uma vergonha para a sociologia brasileira. Redução de jornada melhor a produtividade. Sim!
O argumento de que a produtividade do trabalhador brasileiro é baixa é falaciosa. Não distinguem, talvez de forma deliberada, produtividade do trabalhador e produtividade da economia. O atendente do McDonalds brasileiro é tão ou mais produtivo que o similar americano, o mesmo vale para engenheiro da Embraer comparativamente ao engenheiro da Boeing. Enquanto não se investir pesadamente na reindustrialização do paÃs e comércio e serviços representarem 2/3 da economia esse argumento é falacioso.
Nossa, obrigado. Um engenheiro de software vai ter produtividade maior que um estoquista, mas não porque trabalha mais ou "melhor", e sim simplesmente porque desempenha uma função de maior valor agregado. Produtividade tem muito mais a ver com os empregos que se geram. Colocam isso de maneira falaciosa, como se isso fosse uma medida do trabalhador. É, no fundo, um truque sujo de retórica de gente que sabe muito bem o que faz.
Complementando, não se pode comparar produtividades de economias com nÃveis de complexidade e intensidade tecnológica dÃspares e extrapolar esse resultado para o conceito de produtividade do trabalhador. São conceitos absolutamente distintos. Por isso a urgência e importância de foco em inovação, tecnologia e indústria.
Citar produtividade como condição isolada para reduzir a jornada ignora a complexidade do cenário brasileiro e soa como escárnio diante da realidade de milhões de trabalhadores. A base operacional das empresas sempre foi sustentada pela força de trabalho. Ao condicionar a mudança apenas a isso, você ignora também o fator polÃtico e econômico que interfere na gestão. O caminho para fortalecer as empresas passa por redução da carga tributária e incentivos fiscais, mecanismos do governo. Me poupe.
Somos favoráveis a redução da carga horária do cidadão trabalhador, pelos simples fato d q os sistemas polÃticos econômicos sejam mais flexiveis como forma d proporcionar mais tempo ao trabalhador ou operário junto à sua famÃlia, por uma melhor qualidade d vida, podendo tornar seu trabalho mais rendoso na tabela d 6x1. Muitas vezes esta decisão é colocada em perÃodo d teste, q são aprovados p reconhecimento dos patrões. É preciso tentar todas as formas como meio d encontrar a solução adequada...
O pior é que o autor deve mesmo acreditar no que escreve. E nem deve ficar corado em defender o mesmo argumento escravocrata e anti-trabalhista usado desde sempre para defender arrocho e excluir garantias como férias,,décimo terceiro salário, licença maternidade, etc. Esse senhor, por certo, nunca precisou trabalhar seis dias por semana e não asa e o que é ser trabalhador.
Ele não acredita. Ele teve acesso a toda informação necessária para concluir o óbvio. Ele realmente é mau caráter. Há muitos anos, que ele é figurinha fácil na mÃdia corporativa. Aparece com mo um senhor respeitável, professor universitário engana todo mundo. É um lobista da Faria Lima com serviços prestados há muitos anos. Aliás, essa é a caracterÃstica da Folha, publicar declaração de lobistas, sem udentificá-los como tais, ou pior, apresentando os como especialistas isentos. Um crime.
É o artigo de cima, a voz editorial da Folha em terceira pessoa.
Meu comentário não tem nada de ofensivo. Por que a Folha não quer publicar?
De novo o discurso de que o bolo precisa crescer pra depois dividir? Acho que ouvi isso em 1964! O bolo cresceu, mas só 1% está saboreando. Chega dessa conversa!
Cirúrgico.
Lamentável essa visão oblÃqua do Sociólogo. Apressada demais sua conclusão acerca da condição econômica nos paÃses avançados, para redução da escala de trabalho. Avançados são por respeitarem as melhores condições possÃveis de trabalhadores e trabalhadoras. É demasiado forçado concluir pelas palavras de José Pastore que deverÃamos trabalhar como fazem em alguns paÃses pobres, cuja jornada de trabalho limitada e direitos trabalhistas são impensáveis até que enriqueçam o suficiente?
A justificativa numérica da baixa produtividade como razão para manutenção da escala de trabalho 6x1 deixa de fora da discussão a condição humana, que deveria permear o debate. Falam-se demasiadamente de números, PIB, inflação, déficit. Esqueceram do fator central desse debate? A pessoa humana, seus interesses pessoais, sua saúde, sua famÃlia, enfim, sua vida deveria estar no centro dessa roda de interesses debatidos.
Tenho uma ideia melhor, professor. Vamos acabar com as férias, décimo terceiro, FGTS, quem sabe voltar à escravidão? Assim a competitividade da empresas brasileiras estará garantida. Outra sugestão, vamos retomar o voto censitário, assim os nobres parlamentares não ficarão constrangidos em votar, sempre, contra a maioria da população.
você nunca trabalhou na vida, está lá preocupado com escravos sendo chicoteado no tronco? vá descarregar um caminhão de cimento carregando saco na cabeça, gente des graça da
O professor Pastore é antigo conhecido de todos no Brasil. Um lobista que frequenta a mÃdia corporativa com cara de bonzinho, mas sempre atuando contra os trabalhadores. Foi assim na reforma trabalhista, que precarizou radicalmente os contratos, prejudicando as sugeridas negociações. Um trabalhador brasileiro que vá para os EUA, em poucos tempo atinge a produtividade do trabalhador estadunidense. Ou seja, o que define a produtividade é a distribuição de renda e não a performance do trabalhador.
A história é sempre a mesma: "Fazer o bolo crescer para depois dividi-lo", ou seja, focar no crescimento do PIB para, posteriormente, redistribuir a riqueza. Ocorre que a riqueza, no Brasil, nunca é redistribuÃda. O paÃs figura em 5o lugar na lista dos mais desiguais entre mais de 200 nações, segundo matéria publicada nesta Folha. Não caÃmos mais nessa história. Conta outra, professor.
No Brasil, quando se discute produtividade muito se fala no denominador (horas trabalhadas) e quase nada sobre o numerador (valor produzido). Comparações de produtividade média c/ paÃses desenvolvidos são distorcidas pelo fato de que o valor de uma mesma carga de trabalho é maior nestes paÃses: 100 horas de produção de “computer chips” geram mais valor do que 100 horas de produção de “potato chips” - i.e, um japonês é mais produtivo do que um brasileiro também por fatores alheios ao trabalhador
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